-Sim, mas não se preocupe. Eu não sou. A voz me disse isso. Ela afirmou com toda a certeza."
27 de dez. de 2010
24 de dez. de 2010
11 de dez. de 2010
Incomum
23 de nov. de 2010
Afonético
E não admitem
(Que) É uma briga em silêncio.
Sem palavras,
Só pensamentos
De distância.
Não exatamente odiosos,
Nem de desgosto,
Mas uma distância.
Um desentendimento.
Uma dessintonia nas ideias.
Nikku
22 de nov. de 2010
Astray

I was in the ground
You were in the sky
What could've made you
Go so high?
You laughed and shouted
I grinded and howled
It was a scary place
The woman had no face
We went to a circus
With popcorns and candy
The dark man with a hat smiled
Told us there was plenty
And I grabbed your hand
To pull you out of the mirror
It was shaking and moist
My breath started to wither
We played ten songs
One, two in a row
Then we held our hands again
And to the north we started to go
Nikku
13 de nov. de 2010
27 de out. de 2010
Verde

Era uma menina apressada. Caminhava numa rua com prédios baixos e coloridos. Havia flores em alguns, jardins completos em outros. O céu estava escurecendo (para clarear do outro lado). Tinha um objeto metálico pendurado em seu pescoço, e sua respiração putrefata, invisível e escura soprava suas faces e cabelos negros. A maquiagem borrada remetia a um asfalto em modelagem.
Sentia seus ossos queimarem aos poucos... mesmo que o sol estivesse morrendo (por aquele dia). Olhou para os lados, não via nada que a atraísse. Passou a andar mais, deparando-se com pássaros degolados, tristes folhas ao chão. O céu parecia estar quebrando cada vez mais, e ela só pensava "Não posso parar". Correu mais, e o Ar estava começando a não fazer efeito... o oxigênio ia embora. Seus metais presos aos dedos ficavam cada vez mais gelados, e o Ar condensava ao sair de suas narinas. As árvores olhavam para ela, que cobria aos poucos os olhos com a franja. "Estão me olhando, sei que estão. Não tenho medo. São árvores. Fodam-se." O solo estava ficando claro, e o céu escuro. Aos poucos as cores estavam se invertendo. Negativo. A cabeça começou a doer, e as folhas marrons iniciaram risos em sua direção. A garota ouviu risos e mais risos, até que deu um abafado grito, caindo aos prantos.
"Não chore... estou aqui."
Nikku
19 de out. de 2010
Espere!
Você suspira debaixo dos meus sonhos...
Acaricia orelhas, rostos, meus.
Para após dizer que falta... algo.
Falta-me muito, mais notadamente o seu toque.
Cefaléia tortuosa... o ar me falta nos pulmões.
E o que grita é por ausência.
Suspiro até que minha garganta morfe,
e tudo se desmanche num lixeiro pré crematório.
Dói. Sim, dói. Palavras com letras apertadas
Tentam, para conseguir reclamar o que foi (perdido).
Nikku
12 de out. de 2010
Vindo

Tenho que libertar-me intensamente por dois segundos só para ver se você se importa. O brinco chegou triste, e conquistou a ti, como sempre fez. Lutei para que não fosse, mas conseguiu ir. Disse adeus com quase mordidas, mandou-se. Restou fazer o que queria. Sanidade perdeu-se, e quando voltou, permanecia o sentimento.
E sabe... eu gosto... de sentir isso. Sentir que as coisas estão tentando, mas não conseguem escapar.
Nikku
7 de out. de 2010
Móvel

Foi tudo tão rápido que a respiração alheia ecoava em minha mente... que aqueles olhos verdes alheios giravam em meus pensamentos, que aqueles cabelos fisicamente impossíveis de serem assanhados cobriam os meus sonhos pesad(el)os. Monóxido não acalmava, só matava. Miligramas eram [ex]pelidos e ingeridos.
E o relógio aumentava os passos.
É... talvez isso foi calma.
Nikku
3 de out. de 2010
29 de set. de 2010
Súbito
24 de set. de 2010
20 de set. de 2010
-Sabe o que dói?
-Nunca.
-Saber que posso fazer algo... mas não farei.
-Por que não faz?
-Por simples falta de ímpeto.
-Odeio quando isso acontece.
-Foda-se, vou fazê-lo!
-Para quê? Acabou de dizer que não consegue...
-Será que devo mesmo não tentar?
-Deve. Ninguém nunca o entenderá mesmo.
-Tem... razão...
-Agora volte para o canto onde tudo começou.
-Para quê?
-Saberá quando chegar lá.
Nikku
17 de set. de 2010
15 de set. de 2010
Faltando
14 de set. de 2010
13 de set. de 2010
Longe!
Quero que desmanche, esqueça, morra.
Jogue-se fora todos os dias, como seringas.
Sempre vai significar, mas também um dia padecerá.
Arranque esta falta presente!
E a fumaça sumiu... assim como você.
Nikku
12 de set. de 2010
Quero

E tudo o que não foi será meu!
Expurgado ontem, expurgarei amanhã.
Transfiro o espaço vazio para o sangue.
Drenagem hematológica acompanhada
(de) Arte na porcelana...
(Crio) Cerejas mortas.
Hedonisticamente encantadora!
Apertam e envolvem-se os corpos
Regado um a etanol.
Uma, duas vezes.
Primeiros são os piores
Segundos, os melhores.
Nikku
27 de ago. de 2010
25 de ago. de 2010
Swim

Rough it out
Drink it up
My hair stinks unlike yours
Its scent is like dead cobwebs
Breaks with water and living bones
Sits down, cracks everything and shreds
If you think this is reality
Just drink it up and you'll see
Like Alice in her rabbit hole
Everything comes back to insanity.
Just make... dead Fish!
Your eyes are dead unlike mine
I jump into them and find
Steaming pools of shattered crystal
And the bullet of your pistol
If you think this is reality
Boil all the blood inside of me
Like Alice in her rabbit hole
Everything comes right back to insanity!
Nikku
24 de ago. de 2010
Show Off

Start off with nothing
End it all right now
I just lost everything
And continue it without
I don't need your sympathy
While chocking on my teeth
Come on and just look at me
It'll just end badly
Stay a little longer now
'Til the building's burning down
I tried to do that but...
When you heard it you started to frown
I don't need your sympathy
I'm just swimming in mud
Stop all your screaming teeth
'Cause I don't give a fuck
You'd bring me milk with coffee
If I didn't know it was poison
Who cares about whom
Fuck all your commotion
I don't need your sympathy
When I'm dropping down and dead.
End it all right now
I just lost everything
And continue it without
I don't need your sympathy
While chocking on my teeth
Come on and just look at me
It'll just end badly
Stay a little longer now
'Til the building's burning down
I tried to do that but...
When you heard it you started to frown
I don't need your sympathy
I'm just swimming in mud
Stop all your screaming teeth
'Cause I don't give a fuck
You'd bring me milk with coffee
If I didn't know it was poison
Who cares about whom
Fuck all your commotion
I don't need your sympathy
When I'm dropping down and dead.
Nikku
22 de ago. de 2010
Laços

Tenho permissão para fazê-lo, mas não farei!
Há certo tempo encontraram-se enrolados
Fios diferentes de cabelo. Enrolado e liso,
bonitos ou feios. A cortina que se abriu
Quando o sol se foi, lembrou a ele que faltavam
Coisas a serem feitas. O tédio possesso catalístico
Tornou-se. "Esquece, não dá..."
E assim se foi tudo.
Deixou sentimentos que nunca foram presentes
Que não faziam falta, e esperam ainda para fazer!
Resta agora nadar na pele novamente para
Procurar o sentimento.
Não tenho permissão para fazê-lo, então farei!
Nikku
4 de ago. de 2010
Meu
Dormir é ótimo!
O que odeio é ter que acordar.
Então se nunca durmo...
Não preciso acordar.
E não durmo para sempre
Porque sou um covarde!
Nikku
26 de jul. de 2010
Estrelas
11 de jul. de 2010
Pestana

Olha para foto e diz
"Quem é? ... Diga-me... quem é?"
E está lá, na foto, com uma garota...
A que esteve sempre com ele... sempre.
Parece que não a reconhecia. "Quem é ela?"
Lembra de tudo o que aconteceu, só não parecia
Que estava envolvido.
E o pior de tudo...
Não reconhecia nem a si mesmo.
Deplorável.
Nikku
4 de jul. de 2010
Cordas
Seus pés estão tão gelados
Seus braços tão fracos
E a cada minuto que passa
Sua inutilidade aumenta
Exponencialmente.
[Nada] A fazer.
Nikku
1 de jul. de 2010
It's...

Reproducting is fun
Slice it into buns
Scratch your fingers with skin
Throw your trash in the bin
The bass is now too high
Your hair is messy and dry
We can work with our minds
But our fingers can't bind.
Lungs that smoke and fly
Pancakes that you always fry
Can't seem to get into the mood
Always torture the food.
And you seem not to be here
Seem not to care
This leaves me with so much doubt
I'm starting not to bare.
Nikku
30 de jun. de 2010
Noise

When you think everything is nothing more than a lie... when everything is nothing more than a meaningless succession of acts... that's when you start thinking "Should I do something about this?", "Why is everything so hollow?",
"I see the windows, the pots, the bedroom, the belongings of others... and yet, it seems that nothing matters, and I don't want to do anything about it. Maybe I'm afraid... Maybe I'm tired of what I've been living for the last eleven years... Maybe, if everything were to be different, I'd still be me. If you'd talk to me differently, smile differently, do different things to me... I'd still feel the same. I just see a hollow crack around my reflection, and it aches so much at this moment when I see that people are just people... and you can't bother to understand them, because you know that won't make any significant contribution to your fucking miserable life. You listen , but don't want to do what people think is right, and you'll get all fucked up if you don't. You know that, but it seems to not matter. I, or you, can rot in this perpetuous meaningless. You just found yourself in a big, dark, damp and black hole. The sun seems to be growing tired of doing its job... if It even cares. The boy would tell all of this to someone... if someone even cared. But it seemed that he was so alone, among thousands."
Yes... it is getting colder.
Nikku
21 de jun. de 2010
Fatos

Por que você não escuta?
Encontro-me às vezes perdido, e lá está você, com seus bolsos cheios de nuvens e olhos cheios de dor. Sei que quer voar, achar no seu interior algo que chame atenção ao exterior.
Hoje colhi asas de memórias que queriam deixar minha cabeça decapitada... e você era um pássaro.
Não consigo mais lembrar dos dias em que você sorria... em que você era você. Esconde-se agora com sapatos de veludo e cigarros sem fumaça. Encontro no seu quarto restos mortais dos seus olhos que um dia me disseram "vai dar tudo certo." Você se matou por dentro... agora deixou uma casca com feridas. Feridas estas com atributos virais... pois contaminaram a mim também, e agora vejo-me tentando achar penas para ver se reclamo as suas asas.
O fato de você viver tornou-se inevitável... se pudesse, entregava-se ao mar para ir às nuvens. A voz não se dissipa mais no ar... ela fica remoendo em mim, a quem você matou.
Nikku
30 de mai. de 2010
26 de mai. de 2010
23 de mai. de 2010
Com...

Que perspicaz a timidez humana
Faz de ti um rebanho de silêncio
E por mim que um dia tremeu
Hoje fechará aquelas portas sóbrias.
Timidez que, humana perspicaz
Faz da vela um gracejo noturno
Uma flor simples botão das estrelas
Aquela lágrima afagar o coração putrefato
Correntes envoltas na prisão da alma...
Timidez humana, que perspicaz
Pois que um dia (nunca) preparou-se...
"Por que isto me escolheu?"
Só pensava na lástima...
Não no que transborda no rio das almas.
Nikku
17 de mai. de 2010
Entrelinhas
10 de mai. de 2010
Portas

Entrou no quadrado... Era grande. Quem foi? Sei.
Seus pés entravam em passos rítmicos, dentro dos escudos sintéticos. Sons faziam seus passos, ecoando pelos outros cem. Tesouras passearam nesta semana. Sentia que era um novo tempo.
O quadrado camuflava a agitação dentro do frio, e sua espinha sentia.
Eram muitos... será que iriam devorá-la? (Pessoa). Tinham boca... e dentes. Soltavam flechas que poderiam chegar ao pulsante... Mas elas não eram um incômodo que importava. Poderia, junto das ervas, superar aquilo. Um ser pensante, diferente de outros, reunia células. Posso gostar... talvez. Preferia que fosse algo mais... bem, algo mais. As conexões se faziam, e logo chegaram os pássaros. Plantou com os pés, e sentiu com as mãos. Logo uma aura surgiu, reuniam-se na caixa. Eram afins do frio. Calafrios... calafrios. Ouvidos intoxicados. Demônios! Arrancou o que tinha dela. Não era legal. Nunca fui. Será.
Deixou o inseto no rio e foi cavalgando pela água. O... compromisso. Era inútil, não havia mais tempo. Rápido, rápido! Corra! Pessoal. Criatura...
Membros no amanhã.
Nikku
29 de abr. de 2010
Pilhas Novas

"Arame farpado grampeado
Em minha boca sangrando
Trancafiado numa jaula
Animais nus me espancam
Um libertador bate
Um não-domesticado introduz pilhas novas
E carrega mais uma vez
E carrega mais uma vez
E carrega mais uma vez
E carrega mais uma vez
Acomodamo-nos fora
Dentro do desconhecido
Até destruirmos tudo
E sermos os dominantes
Mais uma vez
Mais uma vez
Mais uma vez
Mais uma vez, tempos atrás onde cavalgamos
O arame farpado volta
Em minha boca, rasgando uma velha ferida curada
Enferrujada tornou-se minha alma
A eletricidade se foi
Eu quero cortar
E fatiar a mim mesmo até a morte
Mas falta a coragem
Eu prefiro me desligar.
Estou sozinho outra vez."
25 de abr. de 2010
Começa
19 de abr. de 2010
15 de abr. de 2010
Vá
11 de abr. de 2010
5 de abr. de 2010
3 de abr. de 2010
10 de mar. de 2010
Fishing

Anxious and relieved
I've bin counting dead
This is such a relief
No more fish to spread
You know I wouldn't like
What I did before
And you won't like what I'll do
When you get bored
Lead the way,
Oh, lead the way
You're caught in your finger
So please lead the way
Just know that I couldn't tie up my shoes
And count one, three, two
But I don't know if I hate you
Or if you're stuck in my flue
Lead the way,
Oh, lead the way
I'm trapped in your finger
So please lead the way
Spread your muscles
And stretch your legs
Magnets and bolts
Extinguish your plagues
Nikku
4 de mar. de 2010
1 de mar. de 2010
25 de fev. de 2010
...
-Onde é que está?
-Não sei.
-Para onde vai?
-Não sei.
-...
-Até as estações... estão chorando.
-Por que motivo?
-Nem elas sabem...
-...
-Mas... talvez porque... a voz não chega.
-...
-A sua também não chega?
(Seus Gritos eram Inaudíveis.)
Nikku
21 de fev. de 2010
Superfície
17 de fev. de 2010
Cego

Aquela dor... Esta dor.
Sufoco-me todos os dias nela.
Enxergo as bolhas subindo
Pelo azul hídrico...
Pop! Vai uma.
Pop! Vão duas.
Pop! Vão três.
Progressão desagradável...
Não termina... não cessa.
Afundo as suturas no ácido
Com o estilete destilo
A pele que afunda
N'aquela imensidão.
Queria arrancá-la (a outra)
Com uma faca invisível...
Exterminar.
Impossível.
Nikku
8 de fev. de 2010
Elastic

Wake up at the end of the morning
Find the butter in your eyes
Look alive while you can
'Cause something's hurling towards you
Can't you hear it? Can't you feel it?
The tic toc of the bones coming through the door
Ants start crying and the birds stop dying
Can't you hear it? Can't you feel it?
Well I'll tell you there's no worry
Don't be in such a hurry
Just take one more sip of tea
And you'll be better than you and me
Because I know that that cat is mine!
Yes, yes I know that feline is mine!
So don't be in such a hurry
Can't you hear it? Can't you feel it?
There's no time to worry
Just get up and hurry!
No, no you're not crazy
A fingertip won't lie
And I know, yes I know that those lies are mine!
Those lies are mine, yes they're mine
So come on and let's go on a ride...
Because I know, oh I know that cat is mine!
Can't you hear it? Can't you feel it?
You fell in that bubble and the soap is mine!
Nikku
Suor
O dia estava claro
Céu terminara seu almoço
Caminhava intensamente
Com muito alvoroço.
Chegara ao destino
Não imaginava que fim levaria
Aquele inesperado dia.
Locomoveu-se pr'alí e aqui
Sendo guiado pelo bem-te-vi...
Entre a celulose e o hidrogênio
Não parava de consumir oxigênio...
Chegara no clímax e Cansaço socou
Observava silhuetas dançarem no azul
Para perceber tudo, não demorou
Aquilo era só um jogo, cogitava
Será mesmo que alguém se importava?
Pois o tempo que parecia haver fim
Levou-se para uma viagem
Que junto trouxe a mim.
Nikku
25 de jan. de 2010
Ei!

Sua água de côco...
O que ele queria era só um lugar
Pra poder deitar a cabeça,
Fechar os olhos, e descansar.
Ouvir aqueles ruídos
Um passo à frente dos olhos
Daqueles perfuradores sem alma.
O céu levantava o fogo,
Desagrado... desagrado.
Queria poder controlar o fogo
Reorganizar moléculas, produzir o frio.
Não aguentava mais nada,
Queria puxar aquele gatilho
Da arma sem fogo, munição...
Só aquele ar, soprado todo em vão
Sobre sua face desajeitada,
Costas apedrejadas,
Naquele de grama clarão.
Nikku
19 de jan. de 2010
Inserindo

Por que está sorrindo?
Acha que tem motivos?
Não vê os outros?
Não percebe... tudo?
És um cego... cega
Que vive em seu mundinho.
Acorde, nem tudo será como quer
Nem tudo vai conseguir como quer
Acha que pode manipular a todos?
Errado... errada...
Todos... todas...
Enxergue-se no espelho e veja...
Não passas de um fracasso
Um embrião mau formado
Não há lugar para você aqui.
Falsidade rodopiante,
Pensante e ambulante.
Acha que pode encontrar saída?
Você vai se consumir no final,
Após achar que está no topo...
Na verdade, estará lá embaixo.
Só... É...
Só isso será o seu futuro.
E só você vai ficar assim,
Só você chegará a este ponto.
Que futuro?
...
Nikku
11 de jan. de 2010
Corrompido

O mundo é branco demais
Para sustentarmos com nossas lágrimas...
Pingam, contactam, secam, Adeus.
Não há mais necessidade de suturar essa pele
Que não ombreia nem com o fio da dor.
Sovando no lixo desta dimensão
Detrás dos olhos daqueles cegos
Que todas as noites, antes de dormir
Tentam acreditar que será melhor amanhã
Porém, nada tem cura...
Decomposição está sempre presente
Até naqueles átomos de hélio.
Vou tentar caminhar pela podridão
Do desesrto desta solidão...
Não sobram mais cores para serem
Desmontadas, neste espectro luminoso
O qual não reluz no céu sem dia
No céu sem noite...
No céu sem céu.
Só resta fechar os olhos, e esperar
Aqueles seres passarem pelo céu
E dar o último aviso...
Aquele que nos transformará
Nos novos conformados com o triste fim.
Espera... Não...
Não falta mais nada.
Nikku
9 de jan. de 2010
20 de dez. de 2009
Linha
10 de dez. de 2009
29 de nov. de 2009
Varredura

Distrações...
O corpo se faz ausente de vida
Enquanto a Aranha deseja mais.
Cavando fundo na pele, depara-se
Com tudo aquilo que fora jogado.
Sua vida inútil, protelações jogadas
Amores que nunca existiram
Carinho sempre rejeitado
Sonhos arremessados longe
Sorrisos retalhados...
Pelas garras da opressão.
Distrações...
Discorria a Aranha sobre o que achou
No caminho daquele dedo de pé necrosado
Passando pelos tecidos epiteliais,
Conjuntivos, musculares, ósseos...
Chegou nos cerebrais.
Drogas enfiadas no crânio,
Pensamentos...
Sempre descartáveis, assim
Como o seu todo.
Ser sem utilidade...
A única Aranha que teve coragem
De invadí-lo... Apodreceu junto
Até tudo desintegrar e desaparecer.
Ao longe.
(Distrações...)
Nikku
18 de nov. de 2009
16 de nov. de 2009
15 de nov. de 2009
Proteção

Venha! Quando estiver com medo
Estarei pronto para te ajudar
Segurando a sua mão
E empurrando cada vez mais você
Direto para a escuridão!
"Confiança é para fracos
O único meio no qual
Realmente se pode confiar
É o...
(Medo)"
Uma viagem para nunca mais
Esquecer, nem se lembrar
Até porque depois não haverá
Cérebro para pensamentos pulsar,
Muito menos conectar.
Cai...
Cai...
C...
a...
i...
A-b-i-s-m-o.
Nikku
11 de nov. de 2009
Des-co-ne-xo

O vulto levanta-se, não sabe onde está
...
Tempo passa, e logo se lembra
Tudo aquilo não fazia menor importância
Estava extremamente entorpecido
Não precisava de drogas para chegar naquele estado
O organismo produzia suas próprias anfetaminas
Caldeirão de pesadelos, desilusões,
Doces dores...
Cabelos desarrumados, pensamentos segregados
As músicas pela tarde faziam-no entrar numa
Espécie de déjà vu de contorções e gritos guturais
Era a hora do show dos trinta e três paraplégicos.
Sorrisos de loucura, devaneios de travessuras
Unhas com fome de carne e vômito
Úvula vibrante para expelir o líquido desvairado
Coitado... não conseguia controlar sua mente.
Ou seria ele alguém de sorte?
Ouvindo os feios seis.
Junta-se tudo e explode.
(Mais um grão de areia para a ampulheta de ar.)
Nikku
7 de nov. de 2009
Listras
Para o circo vão todosNem sonham eles
O que espera...
Ao chegar, deparar-se com
O colorido e o vívido não é difícil.
O que se torna desfavorável é
Tentar largar a penetrante
Música e as risadas gratuitas.
Os humanos, aqueles, nem sonham
O que o verdadeiro palhaço quer...
Regozijados formam-se constantemente
E é o que ele realmente quer,
Para depois, com sua maquineta
Drenar essências vitais, captadas
Pelo fino, mas rijo fio que conecta
Os risos ao âmago do ser.
Deploráveis foram e são seus atos,
Tomar algo que não é seu
Mesmo aquilo que nem matéria é.
Pois aqueles seres não vivem,
Infelizes seres, somente de substância.
Enquanto isto, os palhaços,
A cada dia perdem as rugas
O cansaço, a pobre locomoção,
Os cabelos brancos,
E o mais (ou menos) importante:
O riso.
O que espera...
Ao chegar, deparar-se com
O colorido e o vívido não é difícil.
O que se torna desfavorável é
Tentar largar a penetrante
Música e as risadas gratuitas.
Os humanos, aqueles, nem sonham
O que o verdadeiro palhaço quer...
Regozijados formam-se constantemente
E é o que ele realmente quer,
Para depois, com sua maquineta
Drenar essências vitais, captadas
Pelo fino, mas rijo fio que conecta
Os risos ao âmago do ser.
Deploráveis foram e são seus atos,
Tomar algo que não é seu
Mesmo aquilo que nem matéria é.
Pois aqueles seres não vivem,
Infelizes seres, somente de substância.
Enquanto isto, os palhaços,
A cada dia perdem as rugas
O cansaço, a pobre locomoção,
Os cabelos brancos,
E o mais (ou menos) importante:
O riso.
Nikku
2 de nov. de 2009
Nada

A Morte se aproxima dos indivíduos
A tão pálida e trêmula Morte, que
Alguns almejam e muitos outros temem
O esquema processado em cima da caixa
De madeira que verte abaixo da terra
É simplesmente um pelo qual a todos virá.
E logo, as hemáceas pararam o fluxo
Da cabeça aos pés; a visão entrou
Em um estado de desfocagem e apagamento;
O último pingo de suor foi excretado...
Delírios, frio, desequilíbrio, sorrisos amarelados
Desespero, angústia, agonia, dor, vertigem!
Uma vida toda, embora pelos poros
Do solo terrestre, toda transfigurada em
Insignificância, para nunca mais ser lembrada...
Nunca mais ser vivida...
Para ser convertida em nada mais
Do que algo a ser
De-com-pos-to...
(Mais vinho para a ceia
[in]desejável dos vermes, por favor).
Nikku
1 de nov. de 2009
31 de out. de 2009
30 de out. de 2009
Apostento Áureo

De acordo com ela, o lugar era agradável, mesmo já tendo visto melhores.
Viam-se velas acesas em pequenos castiçais, rodeando a sala. Um tapete redondo, luxuoso e vermelho, parecia de veludo, estendia-se no chão ao centro do cômodo. Flores vermelho-carmesim eram encontradas, descansando ao lado de cada vela, dentro de um jarro esguio com um líquido colorado rosado.
Haviam adornos feitos de ouro, outros de madeira. Iam de estátuas a pequenos recipientes fechados para jóias. No fundo da sala, uma lareira cor de marfim estatelava lentamente. A temperatura lembrava uma fria noite de inverno acompanhada de um sutil calor no ar. Quadros de valores imensuráveis ficavam postos nas paredes pintadas de salmão.
No lado esquerdo, uma janela aberta se encontrava, e um corvo apodrecendo aos poucos descansando no apoio da mesma. No lado direito da sala, pedaços de carne fresca e ensanguentada, e um misterioso pó branco no chão.
Apesar de todos os adornos serem extasiantes, um em particular destacava-se entre os outros. Era uma pequena bola de vidro, que parecia ter brilho próprio. Dentro da bola, parecia haver um vazio infinito, algo negro e profundo. A moça, porém, questionou tais propriedades do objeto.
Como pode ele ser escuro, e ao mesmo tempo emitir um tipo de luz?
Nikku
28 de out. de 2009
27 de out. de 2009
Confiança...

Drenar sua alma.
Passando das dez horas
Numa caixa da madrugada
Ouço vozes fúteis e agulhas
Que apontam para as minhas veias
Não me importo nem um pouco.
Vomito adamantino todas as noites
Nunca tinha aproveitado...
Minhas unhas não cortadas
Meus cabelos não aparados
Aqui eu, prostrado na lápide
Sem uma mão para me levantar
Sem mais notas para no piano tocar
Não me importo nem um pouco.
A melodia da fria manhã
Que nasce em meu corpo
Impossível de alcançar.
Agora darei meus últimos suspiros.
Os olhos... Castanhos
Ensanguentados e cansados
Tórax deformado,
Sinais de infligimento...
Setas que correm
As paredes epiteliais
Nunca forçadas, setas
Que rasgam os tecidos...
Estigmas incuráveis.
Conto as estrelas
Agora desmaiando
No céu mesclado de cores.
Ninguém perto de mim...
Nem para lamentar o fim.
O brilho deixou... Os olhos.
...
(Ou não)
“Venha, vamos dormir(...)”
Nikku
26 de out. de 2009
Amanhã
25 de out. de 2009
23 de out. de 2009
11 de out. de 2009
10 de out. de 2009
6~9
"A máscara da mentira, irá se desmanchar
Uma dor se aloja nas minhas costas, dançando e flertando
Um coração podre começa a pulsar...
Um impulso para tremer até estourar meus tímpanos
'Você me deixa completamente louco!' Minha palpitação se torna violenta
Com os seus ideais retorcidos... MOSTRE! Revele-se a si mesmo!"
Uma dor se aloja nas minhas costas, dançando e flertando
Um coração podre começa a pulsar...
Um impulso para tremer até estourar meus tímpanos
'Você me deixa completamente louco!' Minha palpitação se torna violenta
Com os seus ideais retorcidos... MOSTRE! Revele-se a si mesmo!"
9 de out. de 2009
8 de out. de 2009
Granada
"Infeccionado implacavelmente por pesadelos febris,
Uma melodia sem sono
(...)
Um pulso instável,
Menos que uma dose letal de prazer e abertura
(...)
Estou caindo!, reze!, hemorragia e grito!
Falso... Mordida... Vício... Voz de Culpa...
(...)
Uma mentira é acumulada para ocultar uma mentira..."
Uma melodia sem sono
(...)
Um pulso instável,
Menos que uma dose letal de prazer e abertura
(...)
Estou caindo!, reze!, hemorragia e grito!
Falso... Mordida... Vício... Voz de Culpa...
(...)
Uma mentira é acumulada para ocultar uma mentira..."
7 de out. de 2009
Esquecimento

O espaço era sombrio. Nada se via além do nada. As formas dançavam nojentamente
em movimentos lentos e precisos, contorcendo-se em forma espirálica de um flanco a outro.
Não havia instrumental passando pelo ambiente, somente vocalizes retalhados pelo silêncio.
Era incomum o fato de que a luz parecia influenciar no ritmo dos secos vocais. Estavam a
rugir intensamente, a cada luz que penetrava pelas fissuras da superfície interna do escuro
condensado. Seus sapatos brancos não refletiam. As pequenas baquetas que cada um segurava
cortavam o ar que sangrava fagulhas verdes. As luzes eram tão defeituosas que mau
encandesciam o minúsculo volume onde eram produzidas. Com o acúmulo das outras luzes dos
vários vultos rodopiantes, a escuridão parecia acompanhar a dança das formas negras,
expandindo e contraindo.
Em suas cabeças, apresentavam uma forte coroa de espinhos. A dor as fazia movimentar mais rapidamente, e a cada fagulha soltada, os seres de borracha negra iam se desintegrando. Eram esguios, elásticos e horrendos. Não importava a beleza, não poderiam apreciá-la mesmo... Desenhando com suas baquetas redemoinhos pelo chão, estes logo ganhavam cor e vida, assim rodopiando junto com as borrachas bailantes, e se desfazendo em pleno ar a cada giro.
Repentinamente, um som forasteiro adveio da pequena porta lenhosa e putrefada. As sombras ignoraram tal ruido, e continuaram o torturoso baile. Novamente, outro aviso foi dado, e a ignorância aumentava. Por fim, o último aviso veio com o rompimento brusco do portal. Uma luz vermelha e inconsciente atravessou o ambiente dissonando todos os vocais. Invadia com voracidade, ferindo, golpeando, dilacerando, cortando as figuras que, neste momento, sentiam que a única coisa que deveriam fazer era continuar com a eterna dança. À medida que seus membros iam sendo mutilados, um líquido preto jorrava e enchia o ar que aos poucos saturava.
Um barulho cortante começou a reverberar. Era seco, ensurdecedor, agoniante, agudo, e tremia... como mil agulhas perfurando os ouvidos. Algumas formas soltavam últimos sons, como os de uma flecha perfurando um casco de árvore. Assim que a luz vermelha misturou-se completamente com as fagulhas verdes quase extinguidas, pequenas explosões eram formadas de luzes lilás. Por fim, a cena ritualística fora destruida, e somente uma desfigurada de água negra, cinzas, fumaça e objetos destroçados era certificada no local. Se outro ser tivesse alcançado aquele espaço, nunca decifraria o verdadeiro sentido de todos os acontecimentos. Somente o jogo de luzes e som era capaz de interpretar a morbidade, agora duradoura, daquele local "vazio".
... [In]significância ...
Nikku
6 de out. de 2009
Suco

Seu cérebro não responde mais,
Desejo ouvi-lo mais de perto.
Todavia resplandece,
A chamada agonizante.
Quero porque quero
Um dia desbravar,
Ou até poder desmembrar,
Braço, intestino...
Tecidos outros dilacerar
Atendi à chamada
Em um mundo sem telefone
Quão grande foi este feito?
Que desafiou as leis.
O que é a existência?
Senão a ausência da ausência.
Seu mundo vai acabar,
Olhos vou arrancar,
Nada mais para sobrar.
Sua boca, costurar,
Suas pernas, amarrar,
A cada célula, envenenar.
Calma, calma... Agora ria,
A dor não é comparável,
A o que você sentirá um dia.
Quando pela segunda vez
O telefone materializar,
A chamada tocar,
O besouro chorar,
Você vai entender
Do que falo.
Venha, vamos fundir
Com um sorriso delirante,
Neste líquido desordenado.
Quero porque quero
Um dia desbravar,
Ou até poder desmembrar,
Braço, intestino...
Tecidos outros dilacerar
Atendi à chamada
Em um mundo sem telefone
Quão grande foi este feito?
Que desafiou as leis.
O que é a existência?
Senão a ausência da ausência.
Seu mundo vai acabar,
Olhos vou arrancar,
Nada mais para sobrar.
Sua boca, costurar,
Suas pernas, amarrar,
A cada célula, envenenar.
Calma, calma... Agora ria,
A dor não é comparável,
A o que você sentirá um dia.
Quando pela segunda vez
O telefone materializar,
A chamada tocar,
O besouro chorar,
Você vai entender
Do que falo.
Venha, vamos fundir
Com um sorriso delirante,
Neste líquido desordenado.
Nikku
5 de out. de 2009
-Eu não ri.
-O que foi?
-Nada demais...
-Estava escrevendo?
-Sim.
-Ah...
-Está preguento este chão, não?
-É! Também notei.
-Que coisa... Espero que limpem-o.
-Está decadente, também espero.
-Ah, os meus olhos estão ardendo em chamas, tenho que ir.
-Tudo bem, tenho que trocar minhas unhas... Já estão amarelas de podridão.
-Até mais!
-Até.
(Não sabem...)
-O que foi?
-Nada demais...
-Estava escrevendo?
-Sim.
-Ah...
-Está preguento este chão, não?
-É! Também notei.
-Que coisa... Espero que limpem-o.
-Está decadente, também espero.
-Ah, os meus olhos estão ardendo em chamas, tenho que ir.
-Tudo bem, tenho que trocar minhas unhas... Já estão amarelas de podridão.
-Até mais!
-Até.
(Não sabem...)
Nikku
4 de out. de 2009
3 de out. de 2009
2 de out. de 2009
Neutralização
Todas as noitesA lua cheia
O cheiro sangrento
Rufar de tambores
Escorrer de dentes
Redemoinhos na terra
Treme, treme.
Os ossos se levantam
Carnes em putrefação,
Olhos murchos,
Exaltação massacrante,
Membros desconjuntos.
Os ossos dançam ao som
Dos tambores da meia-noite
Para cima, para o lado
Espalhando o gás
Formas que mesclam
Com a temperatura baixa...
Cessam os tambores
Os ossos se desmontam
Cheiro ácido
Inflamam, inflamaram,
Inflamarão...
Nikku
1 de out. de 2009
30 de set. de 2009
O Silêncio Destes Dias
Ela todos os dias, quando o encontrava, fazia como se ele quase não existisse. Um “oi” sempre ele dizia, e um “olá” sempre recebia, porém, nada mais do que isto. Ela, com os outros, conversava brandamente, mas sem aproveitar muito da oportunidade, como se algo estivesse lembrando-a para não se divertir tanto. Lembrava ele dos dias em que brigavam por besteiras e depois faziam as pazes, assim ficando contentes. Hoje, nem brigar fazem, é apenas o quase eterno silêncio.
Era um dia chuvoso. Ele acabara de chegar ao colégio. Deu seus cumprimentos aos conhecidos que cruzavam lentamente pelo corredor, até a hora em que avistou-a sentada em um trecho do mesmo.Olhou ele para baixo, avistando os curtos cabelos que cobriam aqueles olhos guarnecidos de óculos. Sentiu ela a presença dele, e assim, deu um sórdido “oi, tudo bem?”, desviando sempre seu olhar.
Aprendera ele em todo este tempo de sofrimento que não responder mais seria uma boa opção. Porém, a simpatia por ela, mesmo em todas estas circunstâncias, era tanta, que ele quis responder. E foi isso que ele fez.
“Olá. Tudo,” disse, sentando ao lado dela, no chão, como todos os dias.
Ela estava a ler um de seus livros favoritos, denominado “Fortaleza Digital”, escrito pelo respeitado Dan Brown.
Ele pensou logo que queria ao menos achar algo para poder arrancar uma conversa dela, no entanto, tarefa esta era difícil, pois o nível de bloqueio interacional que ela tinha imposto contra ele era imenso.
Os olhos da garota demonstravam concentração em sua tarefa de devorar as páginas rapidamente, mas pareciam preocupados em algo que ao mesmo tempo não ficara de forma alguma em segundo plano.
Um garoto chegou e ficou de pé ao outro lado da garota. Ela logo cessou a leitura, direcionando seu olhar a ele, dando outro “bom dia”.
“Bom dia. Você sabe onde será a aula? Estou meio confuso, disseram que era na sala de multimídia, mas se não me engano, a professora tinha dito que era no laboratório...” falou o garoto, meio confuso.
“Bom dia, Ivan. Ah, sim, a aula. Bom... pelo que eu me lembre, era para ser na sala de multimídia,” respondeu ela, com um tom sereno e contente.
"Obrigado. Você fez aquela lista que o professor de química passou?” continuou Ivan a conversa.
“Sim, sim. Por quê? Está com alguma dúvida que eu possa tirar?” prestativa falou. Sempre gostava de ajudar aos colegas de classe quando em relação a questões acadêmicas. Afinal, exemplar ela era, tirando notas baixas somente em casos raros.
“É, pois tenho.” Ivan contava as dúvidas uma por uma, e nesta medida iam sendo esclarecidas estas. Os olhos da garota já não estavam vazios, pois em trabalho constante estavam, olhando hora para Ivan, outra para o caderno dele. Enquanto isto, o garoto sentado ao seu lado estava em simples indagação de como pode uma pessoa ser assim com uma, e com a outra totalmente diferente. Ele nunca entendera totalmente quanto aos aspectos psicológicos de garotas, muito menos agora iria.
“Era só isso mesmo as dúvidas, obrigado,” Ivan agradeceu.
“De nada, Ivan. Qualquer hora é só pedir,” falou a garota.
Ivan assim seguiu rumo à sala de multimídia, e ela voltou à sua leitura.
O garoto ficou estático, ainda procurando assunto, sem sucesso. Sua preocupação não causava nenhum sintoma físico, e conseqüentemente o transtorno era voltado diretamente à sua mente. Nela, perguntas e semi-respostas eram formuladas para ajudar em seu transtorno e logo tragadas eram pela insegurança. Em sua mente, seu refúgio, seu apoio, ele não encontrava mais o que queria. O que ele sentia era somente um vazio. O vazio torturava-o profundamente. Ele queria de qualquer forma acabar com isto, mas não conseguia.
Enquanto isto, na impenetrável cidadela de seus pensamentos, a garota aos poucos se incomodava com a presença do ser ao seu lado. Ela logo se levantou, pegou sua mochila, pôs-a em suas costas, e seguiu o mesmo caminho que Ivan. O garoto, ao ouvir o sinal para o começo da aula, também se pôs a andar.
Tão calados, calmos e tortuosos eram estes dias, onde o que se queria ouvir não existia. Pela primeira vez, o silêncio era algo que perturbava.
Era um dia chuvoso. Ele acabara de chegar ao colégio. Deu seus cumprimentos aos conhecidos que cruzavam lentamente pelo corredor, até a hora em que avistou-a sentada em um trecho do mesmo.Olhou ele para baixo, avistando os curtos cabelos que cobriam aqueles olhos guarnecidos de óculos. Sentiu ela a presença dele, e assim, deu um sórdido “oi, tudo bem?”, desviando sempre seu olhar.
Aprendera ele em todo este tempo de sofrimento que não responder mais seria uma boa opção. Porém, a simpatia por ela, mesmo em todas estas circunstâncias, era tanta, que ele quis responder. E foi isso que ele fez.
“Olá. Tudo,” disse, sentando ao lado dela, no chão, como todos os dias.
Ela estava a ler um de seus livros favoritos, denominado “Fortaleza Digital”, escrito pelo respeitado Dan Brown.
Ele pensou logo que queria ao menos achar algo para poder arrancar uma conversa dela, no entanto, tarefa esta era difícil, pois o nível de bloqueio interacional que ela tinha imposto contra ele era imenso.
Os olhos da garota demonstravam concentração em sua tarefa de devorar as páginas rapidamente, mas pareciam preocupados em algo que ao mesmo tempo não ficara de forma alguma em segundo plano.
Um garoto chegou e ficou de pé ao outro lado da garota. Ela logo cessou a leitura, direcionando seu olhar a ele, dando outro “bom dia”.
“Bom dia. Você sabe onde será a aula? Estou meio confuso, disseram que era na sala de multimídia, mas se não me engano, a professora tinha dito que era no laboratório...” falou o garoto, meio confuso.
“Bom dia, Ivan. Ah, sim, a aula. Bom... pelo que eu me lembre, era para ser na sala de multimídia,” respondeu ela, com um tom sereno e contente.
"Obrigado. Você fez aquela lista que o professor de química passou?” continuou Ivan a conversa.
“Sim, sim. Por quê? Está com alguma dúvida que eu possa tirar?” prestativa falou. Sempre gostava de ajudar aos colegas de classe quando em relação a questões acadêmicas. Afinal, exemplar ela era, tirando notas baixas somente em casos raros.
“É, pois tenho.” Ivan contava as dúvidas uma por uma, e nesta medida iam sendo esclarecidas estas. Os olhos da garota já não estavam vazios, pois em trabalho constante estavam, olhando hora para Ivan, outra para o caderno dele. Enquanto isto, o garoto sentado ao seu lado estava em simples indagação de como pode uma pessoa ser assim com uma, e com a outra totalmente diferente. Ele nunca entendera totalmente quanto aos aspectos psicológicos de garotas, muito menos agora iria.
“Era só isso mesmo as dúvidas, obrigado,” Ivan agradeceu.
“De nada, Ivan. Qualquer hora é só pedir,” falou a garota.
Ivan assim seguiu rumo à sala de multimídia, e ela voltou à sua leitura.
O garoto ficou estático, ainda procurando assunto, sem sucesso. Sua preocupação não causava nenhum sintoma físico, e conseqüentemente o transtorno era voltado diretamente à sua mente. Nela, perguntas e semi-respostas eram formuladas para ajudar em seu transtorno e logo tragadas eram pela insegurança. Em sua mente, seu refúgio, seu apoio, ele não encontrava mais o que queria. O que ele sentia era somente um vazio. O vazio torturava-o profundamente. Ele queria de qualquer forma acabar com isto, mas não conseguia.
Enquanto isto, na impenetrável cidadela de seus pensamentos, a garota aos poucos se incomodava com a presença do ser ao seu lado. Ela logo se levantou, pegou sua mochila, pôs-a em suas costas, e seguiu o mesmo caminho que Ivan. O garoto, ao ouvir o sinal para o começo da aula, também se pôs a andar.
Tão calados, calmos e tortuosos eram estes dias, onde o que se queria ouvir não existia. Pela primeira vez, o silêncio era algo que perturbava.
Nikku
29 de set. de 2009
Bater
A sua língua pulsante
Perfura as mentes inocentes.
Escarnas a todos
Desencadeias o caos
É... Vejo que és perspicaz
Ambos somos.
A l v o respeitável
Mesmo tendo transgredido
Não sou eu quem aprontará
A receita da punição.
(Sim, Eles virão atrás de você)
[Des]Cuide-se.
Perfura as mentes inocentes.
Escarnas a todos
Desencadeias o caos
É... Vejo que és perspicaz
Ambos somos.
A l v o respeitável
Mesmo tendo transgredido
Não sou eu quem aprontará
A receita da punição.
(Sim, Eles virão atrás de você)
[Des]Cuide-se.
Nikku
28 de set. de 2009
Neblina
"Uma menina estava chorando com um doce de maçã na mão...
Andando no crepúsculo
Ela disse, "onde está a mamãe?"
Seus olhos e a forma da lua queimam em minha cabeça
E eu seguro você
É agosto, quando na colina de Guion
Os insetos começam a gritar na loja de leques
O alegre mês de maio pelo qual essa criança está esperando
Não virá
Balões de papel voam altos no céu;
Lá as lágrimas alagam com
Memórias do doce vermelho
Enquanto eles derretem até desaparecerem
Eu acordo
Às quatro horas da manhã com o som de um choro fino
Eu ponho a criança para dormir lendo seu livro favorito
No meio da escuridão
Adeus
Balões de papel voam altos no céu;
Lá as lágrimas alagam com
Memórias do doce vermelho
Enquanto eles derretem até desaparecerem
Quantos anos mais levarão para que as lágrimas acabem?
O sol se põe.
Debaixo da terra está a verdade, e...
Uma hora da tarde, nenhum som do vento pode ser ouvido
O corpo dela, até hoje, jaz bem quieto,
Debaixo do tatami"
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